sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Maria Alcina e Edy Star apresentam repertório de Assis Valente, no Teatro FECAP, dia 18 de setembro

SALVE O PRAZER - 100 ANOS DE ASSIS VALENTE

Com Maria Alcina e Edy Star

Domingo, dia 18 de setembro, 19 horas


Um dos grandes compositores brasileiros, Assis Valente (1911-1958), é autor de clássicos como Camisa Listrada, E o Mundo Não Se Acabou, Brasil Pandeiro e a canção natalina Boas Festas. O baiano, de alma carioca, é homenageado no espetáculo Salve o Prazer – 100 Anos de Assis Valente, estrelado pela dupla Maria Alcina e Edy Star. O show será apresentado no domingo, dia 18 de setembro, às 19 horas, no Teatro FECAP (Av. Liberdade, 532 - www.teatrofecap.com.br).

O espetáculo foi concebido e dirigido por Edy Star (que também criou os figurinos, com direção musical de Fábio Oriente. A banda que acompanha a dupla de cantores é formada por Airton Fernandes (baixo), Ednilson (trompete), Fernando Pereira (trombone), Gustavo Kalil (sax-alto), Edson Gilhardi (bateria) e Fábio Oriente (guitarra).

No repertório, apenas canções de Assis Valente: Minha Embaixada Chegou, Alegria, Maria Boa, Recenseamento, Uva de Caminhão, Cansado de Sambar, É Feio Mas É Bom, Pra Quem Sabe Dar Valor, Cansado de Sambar, Gosto Mais do Outro Lado, Pequena Endiabrada, E O Mundo Não Se Acabou, Camisa Listrada, Fez Bobagem, Good Bye Boy, Tem Francesa No Morro, Brasil Pandeiro e Boas Festas.

Além das músicas de Assis Valente, o espetáculo tem uma variedade de figurinos alusivos a cada musica, ou bloco de temas, reforçando o mundo lúdico contido nas diversas canções...

ASSIS VALENTE - José de Assis Valente (19/3/1911 Bahia - 10/3/1958 Rio de Janeiro)

Comentário de Ricardo Cravo Albin, no seu Dicionário da Musica Popular Brasileira:

José de Assis Valente foi o compositor baiano que escreveu toda sua obra no Rio. Sempre insisti que Assis foi o primeiro baiano que se transformou em carioca de alma. Ou seja, um cronista – admirável, por sinal – das ruas, da alma e do cotidiano da cidade. Diferentemente de seu conterrâneo Caymmi, que sempre permaneceu baianíssimo em alma e obra e a quem Assis, aliás, estendeu a mão generosa quando ele aqui aportou em 1938.

Ainda outro dia conversei longamente com o acadêmico Eduardo Portella, também baiano, que sabe tudo sobre o vate baiano-carioca. Portella, com a graça e cultura habituais, traçou-me um surpreendente painel sociológico sobre o perfil da obra de Assis Valente, em que chamava a atenção para a disparidade entre a alegria extravasada em suas músicas-crônicas, de um lado, e a carga trágica de sua vida pessoal, de outro.

Com efeito, contam-se nos dedos as tristezas expressas em música pelo poeta. Uma delas, contudo, é até hoje lembrada, o “Boas-festas”, a mais bela canção de Natal jamais escrita no Brasil. E a mais dilaceradamente triste: “Anoiteceu, o sino gemeu/ Sozinho estou, tristonho a rezar”.

Terá sido provavelmente esse sentimento de solidão que levou Assis Valente a tentar três vezes o suicídio? Numa dessas vezes atirou-se do alto do Corcovado. A notícia comoveu o país e era acompanhada de desdobramentos que davam conta de uma paixão secreta por sua intérprete favorita, Carmen Miranda, que lhe gravou jóias como “Camisa listrada”, “Uva de caminhão”, “Good-bye boy”, além de “E o mundo não se acabou”.

Na década de 50, apesar da profissão de protético, que nunca deixou de exercer, Assis Valente ficou empobrecido e suas músicas já não mais eram tocadas.

No dia 10 de março de 1958 comprou uma garrafa de veneno e dirigiu-se à Praça Paris. Antes ligou para Paschoal Carlos Magno e falou de sua intenção de matar-se. Paschoal me disse – muito tempo depois – que levou a ameaça do compositor na brincadeira e ainda por cima lhe despejou uns impropérios.

No dia seguinte, todos os jornais da cidade registravam a terceira, bem-sucedida, tentativa de suicídio do cronista e poeta popular. E a MPB debulhou-se em lágrimas.

MARIA ALCINA e EDY STAR em SALVE O PRAZER – 100 ANOS DE ASSIS VALENTE no Teatro FECAP – Serviço:
Local: Teatro FECAP (Av. Liberdade, 532 - www.teatrofecap.com.br)
Data: 18 de setembro, domingo, às 19 horas
Lotação: 400 lugares
Duração: 90 minutos
Preços: R$ 40,00 (inteira) – R$ 20,00 (meia)
Bilheteria: quinta e sexta, das 14h às 20h; sábado, das 15h às 21h; domingo, das 14h às 19h, no próprio teatro.
Internet: www.teatrofecap.com.br / www.ingressorapido.com.br
Ingresso Rápido: 4003-1212 (segunda a sábado das 9h às 22h; domingos e feriados das 11h às 19h)
(Cartão de Crédito: Master, Visa, American Express, Diners)
Recomendado para maiores de 14 anos
Acesso para deficientes físicos
Teatro: Ar condicionado e wine bar

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